quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A importância da música na educação infantil e seu desenvolvimento

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A música é um meio de expressão de idéias e sentimentos mas também uma forma de linguagem muito apreciada pelas pessoas. Desde muito cedo, a música adquire grande importância na vida de uma criança. Você com certeza deve lembrar de alguma música que tenha marcado sua infância e, junto com essa lembrança, deve recordar as sensações que acompanharam tal execução.
Além de sensações, através da experiência musical são desenvolvidas capacidades que serão importantes durante o crescimento infantil.
Em condições normais, os órgãos responsáveis pela audição começam a se desenvolver no período de gestação e somente por volta dos onze anos de idade é que o sistema funcional auditivo fica completamente maduro, por isso a estimulação auditiva na infância tem papel fundamental. Sabe-se que os bebês reagem a sons dentro do útero materno e que a música, desde que apropriadamente escolhida, pode acalmar os recém-nascidos.
Vale ressaltar a importância não apenas da música tocada através de um aparelho, mas também o contato estabelecido entre a mãe e o bebê. Assim, cantar, murmurar ou assobiar fornecem elementos sonoros e também afetivos, através da intensidade do som, inflexão da voz, entonação, contato de olho e contato corporal, que serão importantes para a evolução do bebê no sentido auditivo, linguístico, emocional e cognitivo.
Isso ocorre também durante todo o desenvolvimento infantil, pois através da música e de suas características peculiares, tais como ritmos variados e estrutura de texto diferenciada, muitas vezes com utilização de rimas, a criança vai desenvolvendo aspectos de sua percepção auditiva, que serão importantes para a evolução geral de sua comunicação, favorecendo também a sua integração social.
Quando estão cantando, as crianças trabalham sua concentração, memorização, consciência corporal e coordenação motora, principalmente porque, juntamente com o cantar, ocorre com freqüência o desejo ou a sugestão para mexer o corpo acompanhando o ritmo e criando novas formas de dança e expressão corporal.
Contudo, não se deve esperar que apenas a escola estimule a criança. Deve-se, ao contrário, oferecer a ela um leque variado de experiências musicais para que perceba diferenças entre estilos, letras, velocidades e ritmos (trabalhando assim a atenção e a discriminação auditiva) e permitir que faça escolhas e sugira repetições, o que geralmente a criança pequena faz com frequência, como forma de aprendizagem e recurso de memorização (desta forma ela estará trabalhando a memória auditiva).


No setor linguístico percebemos a possibilidade de estimular a criança a ampliar seu vocabulário, uma vez que, através da música, ela se sente motivada a descobrir o significado de novas palavras que depois incorpora a seu repertório.
Todos esses benefícios são estendidos não só à linguagem falada, mas também à escrita, na medida em que boa percepção, bom vocabulário e conhecimento de estruturas de texto são elementos importantes para ser bom leitor e bom escritor.
E então, você já está pensando em alguma música para cantar junto com seu filho? O importante é respeitar interesses individuais e também específicos de cada fase do desenvolvimento; assim, crianças pequenas podem mostrar maior interesse por temas relacionados a super-heróis, seres mágicos, animais, ou assuntos como amizade, medo etc.
Finalmente, quero lembrar que ouvir música não deve ser uma atividade imposta e sim realizada com prazer, pois somente assim os benefícios serão obtidos de forma natural, como sempre deve ocorrer na relação entre pais e filhos.





quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Educação - Desvendando mitos.

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Texto adaptado por: potencial gestante

MITO 1:  se um pai for realmente apegado, envolvido e afinado com seu filho, a criança se comportará bem naturalmente e a disciplina não será necessária.
A VERDADE: você pode envolver-se totalmente com o seu filho desde o momento que ele nasce. você pode ler todos os melhores livros escritos para pais, fazer cursos e fazer tudo absolutamente certo, mas seu filho ainda se comportará mal. a verdade é que isso acontece com todas as crianças. todas cometem erros. todas choramingam, teimam e se mostram agressivas. isso ocorre porque todas elas são seres humanos – jovens, inexperientes e ingênuos.
quando uma criança não se comporta bem, isso não é reflexo da falta de envolvimento ou habilidade dos pais. não é uma indicação de que algo deu errado. é simplesmente uma faceta da nossa condição humana.
é nosso dever e privilégio amar nossos filhos, orientá-los, guiá-los, nos envolver com eles e ser pais dedicados da melhor maneira que pudermos. e é nosso dever entender que nosso filhos são perfeitos – uma perfeição realista e humana que permite erros e maus comportamento no trajeto para o crescimento e desenvolvimento.
nossos filhos não precisam ser impecáveis para receberem nosso amor e apoio incondicionais.
MITO 2: se você ama seu filho e suas intenções são boas, será naturalmente um bom pai ou boa mãe.
A VERDADE: amar seu filho é fácil. criá-lo que é difícil. boas habilidade parentais são aprendidas. criar filhos é complicado, intensivo e sofre mudanças constantes.
para ser um pai calmo e eficiente, você precisa de conhecimento, informação e habilidades. raramente uma pessoa já nasce com todo o pacotão dentro da sua cabeça.
MITO 3: bons pais não perdem a paciência e não gritam com seus filhos.
A VERDADE: até mesmo a pessoa mais tranquila e relaxada perde a paciência e grita, de tempos em tempos – todos somos humanos. não importando o quanto amemos nossos filhos, eles desafiarão nossa paciência, cometerão erros e nos irritarão.
somos um  jovem casal com dois filhos, escrevemos sobre maternidade/paternidade. eventualmente somos até pagos para escrever sobre isso, vivemos ativamente a criação dos nossos filhos, levantamos a bandeira da criação com apego, mas há momentos em que o benjoca apronta que perdemos, sim, a paciência e gritamos, exatamente como você faz. exatamente como qualquer pai ou mãe do mundo. às vezes sobra até pro tov. hahaha.
MITO 4: os pais são totalmente responsáveis pelo comportamento e ações dos seus filhos. pais exemplares têm filhos que só podem ter um bom futuro.
A VERDADE: assim como as personalidades dos adultos diferem, o mesmo ocorre com as crianças. mesmo quando duas crianças são criadas exatamente da mesma forma, na mesma casa e com os mesmos pais, suas diferentes personalidades e percepções sobre a vida afetam a forma como interpretam seus mundos. é verdade que as ações dos pais podem influenciar imensamente o comportamento – mas a personalidade e as experiências de vida fora da família têm um impacto sobre a forma como a criança responde a qualquer situação.
os pais não são 100% responsáveis por todas as ações assumidas por seus filhos. as crianças são seres humanos separados dos pais e desde a idade precoce suas decisões começaram a afetar a trilha que seguirão na vida.
crianças não são um um livro em branco no qual podemos escrever o que bem entendermos ou um boneco de massinha que podemos moldar em qualquer forma que desejarmos. elas já nascem com personalidade própria.
porém, quero deixar bem claro que os pais realmente fazem diferença, e muita. a forma como educamos nossos filhos terá um impacto enorme sobre o adulto que ele se transformará. mas o mérito não será completamente nosso.
MITO 5: se lermos livros escritos para os pais, comparecermos a cursos e aprendermos habilidades e ferramentas eficientes, sempre estaremos no controle. depois que aprendemos todas as abordagens corretas para a criação dos nossos filhos, nossas vidas como pais serão muito tranquilas.
A VERDADE: pais são pessoas, e as pessoas não são perfeitas. não importando quantas habilidades maravilhosas você domine, não importando quanto conhecimento acumule, existirão momentos em que suas emoções interferirão e não reagirá da melhor maneira. de fato, quanto mais sabemos, mais somos críticos sobre nossas ações. começamos a ver os erros com maior clareza e a julgamos nossas falhas com mais rispidez.  os melhores pais são aqueles que se esforçam mais, mas ainda assim se veem sob a luz mais dura possível.
tenha em mente que as crianças são pessoas. eles têm emoções voláteis, humores que variam e muitas necessidades e carências.
desejar 100% de perfeição como pai ou mãe é uma meta impossível. setenta por cento é mais ou menos o nível de perfeição que podemos ter como pais. essa porcentagem resulta em uma família feliz. mesmo com os altos e baixos, 70% terá como resultado um adulto bem resolvido. ou não.
* * *Transcrito de: Soluções para disciplina sem choro, de Elizabeth Pantley, adaptado por: Potencial gestante

O bebê já entende tudo...

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Pesquisas recentes indicam que, desde muito novas, as crianças têm uma compreensão da realidade mais apurada do que imaginamos. Descubra do que são capazes, em cada fase


Quantas vezes você já se pegou perguntando o que passa pela cabecinha do seu filho? Bem-vinda a um clube que não é exclusivo de mães. Também cientistas, pedagogos e outros especialistas em desenvolvimento infantil se colocam essa questão e, a cada ano, somam descobertas surpreendentes para quem tende a achar que o bebê vive em um mundo próprio, alheio ao que se passa ao redor. Essas pesquisas desvendam a mente maravilhosa das crianças e dão pistas valiosas para você entender e estimular seu pequeno.

Até 3 meses
Desde os primeiros dias, o bebê presta atenção em palavras e padrões de frases. Mesmo sem compreender o que é dito, em pouco tempo consegue captar o sentido de uma mensagem pelas entonações e expressões faciais que a acompanham. “E logo estará respondendo a elas com uma comunicação não-verbal, que se estabelece por sorrisos e olhares quando os pais se aproximam, ou diante de um estímulo, como uma música”, explica o neuropediatra Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo.

No primeiro mês, seu filho já reconhece as pessoas da família e reage às gracinhas. Entre o segundo e o terceiro, desenvolve um tipo de choro para cada situação e está bem consciente da importância da mãe para seu bem-estar – por isso, põe a boca no mundo quando fica só. A linguagem se desenvolve com rapidez e, no final desse trimestre, ele começa a emitir os primeiros sons, dando início a uma forma rudimentar de diálogo.O fato de não falar não significa que a criança não entenda boa parte do que dizemos. “E está mais do que provado que conversar com o bebê favorece o desenvolvimento intelectual e emocional”, diz Célia Terra, professora de psicoterapia infantil da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

O primeiro benefício é a estimulação da própria fala e, intuitivamente, as mães são boas nisso, como mostra um estudo da Universidadede Carnegie Mellon, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, nossa mania de exagerar na entonação e esticar as vogais ao falar com o pequeno ajuda-o a perceber as variações de sons e a separação entre as palavras. “Além de investir na clareza da pronúncia, outro bom estímulo é nomear ações, partes do corpo e objetos, apresentando-os de forma simples à criança desde os primeiros meses de vida”, ensina a pedagoga Gabriela Felício, professora de educação infantildo Colégio Visconde de Porto Seguro, em SãoPaulo. Vamos lá, mãe: “Bo-la...”

De 3 a 6 meses
Seu pequeno está muito mais observador no início desse trimestre e ensaia as primeiras tentativas de imitar as pessoas ao redor. Ele também expressa melhor as emoções e dá um salto na capacidade de compreensão. “É hora de, suavemente, começar a impor alguns limites, dizendo ‘não’ sempre que necessário”, afirma Andrea Patapoff Dal Coleto, doutoranda de psicologia educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. Diferenciar êxitos e fracassos é outro avanço importante no período. “A mãe deve ficar atenta e aproveitar todas as oportunidades de elogiar, quando o filho se supera”, aconselha Andrea.

Na linguagem, também há o que comemorar. Com 4 meses, seu filho identifica o próprio nome e entende quando é chamado. E, aos 5, reconhece as vozes das pessoas próximas. É o momento em que ele começa a notar a presença de estranhos e, dependendo do seu temperamento, pode até ficar com medo. Ligadíssimo no tom da voz dos adultos, muitas vezes chora se percebe que alguém fala com ele de maneira dura. É preciso cuidado para não magoar seus sentimentos.

Mas, não é só no campo da linguagem que a turminha surpreende. Também a matemática está no radar dos pequenos dessa idade. Um trabalho realizado no Departamento de Psicologia da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que, pelo quinto mês, os bebês têm noção de quantidade. Para chegar a essa conclusão,os pequisadores usaram um teatro de fantoches. E, de vez em quando, tiravam dois bonecos de cena. A cada mudança, a plateia mirim reagia como se houvesse algo errado e redobrava a atenção no espetáculo.

Outra investigação – feita por uma equipe da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos – comprovou que os bebês também conhecem algumas leis básicas da física. Prova disso é que demonstraram estranheza ao ver uma caixinha se deslocar no ar, sem apoio, em vez de cair, e ficaram intrigados com um objeto que desaparecia em um lugar e reaparecia em outro, sem movimentos de transição. Na interpretação dos cientistas, é essa noção que ajuda a criançada a calibrar os movimentos, evitando muitas quedas e colisões.

De 6 a 12 meses

É nessa fase que surge uma compreensão dos sentimentos alheios. Por pura empatia, seu filho pode derramar lágrimas ao ver outro bebê chorando ou tentar consolar, à sua maneira, alguém que esteja triste. Ao que tudo indica, ele possui, também, um senso de justiça. As evidências vêm de um estudo da Universidade de Yale. Nele, os pesquisadores colocaram crianças de 9 meses diante de uma série de desenhos animados, nos quais um personagem sempre passava a perna no outro. No final, elas deviam escolher o boneco de um dos dois para brincar. Resultado: nenhum dos bebês do grupo quis ficar com o malvado da história.

Entre 8 e 10 meses, seu filho pronuncia monossílabos,como “mã” e “pá”, reconhece a própria imagem no espelho e compreende o significado de alguns gestos, que tenta repetir, como bater palmas para sinalizar contentamento, balançar a cabeça quando não quer alguma coisa e dar tchau. Em outras palavras: ele está antenado em tudo que os pais fazem e tentará copiar as atitudes que presencia. Por isso, fique alerta aos exemplos que fornece e seja coerente ao impor limites. Apesar de tantos avanços, não pense que, de agora em diante, bastará explicar as coisas verbalmente. “Se a criança pega o controle remoto, a melhor medida é tirá-lo das mãos dela com gentileza e guardá-lo em um lugar mais alto, enquanto diz que aquilo não é brinquedo. E não vale voltar atrás dali a alguns dias, caso o incidente se repita”, ensina Andrea.

De 1 a 2 anos
Eles já têm senso de humor e se divertem com caretas e imitações. Por volta de 1 ano e meio, pronunciam algumas palavras completas, começam a criar frases curtas e referem-se a si mesmos na terceira pessoa – chamam-se de “o bebê” ou “o João”. Seu filho também já entende o significado de expressões relativas ao espaço físico – como “em cima” e“embaixo” –, além ter algumas noções de causa e efeito, como saber de antemão que, caso vire o copinho com o suco, o líquido irá se derramar e poderá molhá-lo.

Com uma capacidade de concentração mais apurada,consegue acompanhar histórias curtas. Então, se ainda não o fez, aproveite para apresentá-lo aos primeiros livros, cultivando desde já o prazer da leitura. Prepare-se, também, para lidar com algumas teimosias. Nessa idade, a criança tem bastante vontade própria e demonstra seus sentimentos com mais força. Mas, isso não precisa se transformar em sinônimo de confronto.O segredo é combinar a negativa com possibilidades de escolha. Então, se ele pegou um livro para brincar, negocie: “Este livro é da mamãe, mas você pode ficar com um desses dois, que são seus”.

Por em prática seus talentos diplomáticos vale a pena. “Oferecer as escolhas certas é uma forma de colocar limites e um incentivo à autonomia, à medida que estimula o bebê a tomar as primeiras decisões”, diz Andrea. O senso de justiça e a empatia, característicos de fases anteriores, continuam sendo aprimorados nessa etapa, garantem os cientistas. E uma pesquisa realizada na Universidade de Washington, nos Estados Unidos, com 50 bebês de 15 meses, não deixa dúvidas sobre isso: todos os pequenos se mostraram indignados com uma divisão desigual de guloseimas!

Outro experimento, levado a cabo pelo Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha, por sua vez, constatou que crianças de 18 meses entendem quando alguém precisa de ajuda. A prova? Gentilmente, elas tentaram puxar a porta para um adulto que estava com as mãos ocupadas e não conseguia abri-la. E você ainda duvida que seu fofo sabe das coisas?

Ops! Cuidado com o que diz
Seu bebê é muito esperto, mas nem por isso entende figuras de linguagem e outras sutilezas. Portanto, ainda que esteja nervosa na hora de uma bronca, policie-se para não dizer coisas como: “Você só me dá dor de cabeça” ou “ Você só faz isso para me irritar”. “Esse tipo de acusação leva a criança a se sentir culpada e, com o tempo, pode abalar a autoestima dela”, alerta a psicoterapeuta infantil Célia Terra, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Outro cuidado importante é nunca negar os sentimentos e as percepções do filho. “Se ele cair e chorar, em vez de dizer que não foi nada, diga que sabe que doeu e que vai ajudá-lo a se sentir melhor, lavando o machucado ou fazendo uma massagem”, ensina Andrea Patapoff Dal Coleto,doutoranda de psicologia educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas.


Fonte: http://bebe.abril.com.br

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

NÃO! NÃO! NÃO! A PALAVRA DO MOMENTO

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Nova palavra mais usada dos últimos tempos aqui em casa.




-Léo vamos papar? -Não!
-Léo vamos tomar banho? -Não!
-Léo vamos sair? -Não!

E a entonação no NÃO do menino é bem aguda e como se fosse bem decidida. ainda não tem teimado a ponto de não fazer, não ir, realmente, porém a fase negativa e a birra de teimosia chegou por aqui.

Como lidar? Andei lendo por aí e vi que é normal... que do jeito que chega ela se vai... e seguem algumas saídas...

Ofereça opções

Chega a noite e você diz: "Vamos pôr o pijama?". A resposta inevitável é: "Não!". Dar opções é a melhor maneira de evitar esse tipo de aborrecimento. Deixar seu filho escolher entre duas possibilidades é o suficiente nesta fase, quando ele ainda é pequeno. "Você quer pôr o pijama branco ou o vermelho?" "Quer suco ou leite?" "Hora de escolher! Quer guardar seus bloquinhos de madeira ou seus bichos de pelúcia?". 

Essa técnica pode ser usada para tudo, desde o que vestir até na hora de resolver brigas: "Você quer brincar de um jeito legal com o João ou quer brincar sozinho?". "A aplicação dessa estratégia poderá evitar grandes aborrecimentos", garante o pediatra Paulo Sérgio de Barros Ferreira, do Conselho Médico do BabyCenter

Contar até dez também ajuda crianças indecisas de vez em quando: "Vou contar até dez e você escolhe, ou então eu escolho para você". Seu filho provavelmente vai tomar uma decisão antes mesmo de você sair do "um..." – mas use esta tática com economia, como último recurso, pois ela perde a força se você exagerar. 

Lembre também que você sabe mais que seu filho e que praticamente tudo pode ser transformado em opção. Por exemplo, você pode perguntar: "Quer ir embora do parquinho agora ou prefere brincar mais dois minutos e depois ir embora?" De qualquer maneira, ele vai ter de ir embora. 

Ensine outras respostas

Muitas vezes os pequenos insistem no "não" porque não conhecem outras palavras. Nesse caso, ajude seu filho a ter mais vocabulário. Você pode fazer isso por meio de brincadeiras: "Qual é o contrário de não?". "O que vem entre o não e o sim?" (talvez, pode ser, ou mais ou menos...) "Qual é um jeito mais simpático de dizer não?" ("não, obrigado"). 

Você pode fazer com que o "não" seja menos automático preparando o "terreno" com uma pergunta boba: "O que um cachorrinho diria se você perguntasse: 'Cachorrinho, você quer um osso grandão?'". Quando seu filho responder "Sim!", você pode entrar com a pergunta a que queria chegar: "E o que você diria se eu te perguntasse: 'Quer um hambúrguer?'" Com um pouco de sorte, seu filho estará achando tudo engraçado e vai se esquecer de dizer o fatídico "não". 

Use o "não" com moderação

Uma criança pode estar com fixação pelo "não" em parte porque ouve isso a todo o momento dos adultos, situação relativamente frequente. Se esse for o seu caso, tente economizar nos "nãos" que fala para o seu filho. Use palavras alternativas sempre que possível. Uma tática é usar frases mais específicas para a situação, como: "Nunca se bate no gatinho", ou "Abaixe a voz, por favor", "Tire a mão daí", "Venha brincar perto de mim". 

Seja firme quando necessário

Haverá momentos em que, por mais que você se esforce, será inevitável brigar com seu filho. Se ele parar no meio da rua e se recusar a andar, por exemplo, você vai ter de tirá-lo dali, e rápido, não só por questão de segurança, mas porque, mesmo tendo vontade própria, a criança não pode exercê-la sempre e em todo lugar, pois isso pode causar muita confusão. 

Assim, não há problema em dizer ao seu filho, de vez em quando, que aquele não é o momento em que ele pode fazer escolhas. "Não é hora de ficar escolhendo. Sei que você não gosta disso e sinto muito, mas tem de ser assim". E você ainda pode explicar: "Porque eu sou a mamãe (ou o papai) e meu trabalho é cuidar de você. E ponto final". 








Fonte: http://brasil.babycenter.com/a3400350/teimosia-o-que-fazer-quando-seu-filho-s%C3%B3-diz-n%C3%A3o

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Vamos falar de obesidade infantil...

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Obesidade infantil é problema de saúde pública, alerta especialista


A obesidade, doença crônica caracterizada pelo excesso de peso, atinge tanto adultos quanto crianças. De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças brasileiras sofre com a doença. Segundo a nutróloga e pediatra da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Claudia Hallal Alves Gazal a obesidade infantil deve ser tratada como um problema de saúde pública. "É importante falar sobre a prevenção, como evitar que os fatores de risco se instalem nas crianças, bem como detectar, tratar e reduzir a quantidade de complicações recorrentes da doença", opina. 

A declaração foi concedida durante o 17º Congresso Brasileiro de Nutrologia organizado pela Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

Para a especialista, a prevenção deve ser realizada logo no início do pré-natal da gestante. "Já existem estudos que provam que qualquer tipo de problema logo no início da vida contribui para o excesso de peso a longo prazo, portanto é preciso avaliar e monitorar as grávidas", justifica. A orientação alimentar também deve ser feita da forma correta, bem como o acompanhamento do crescimento fetal intrauterino.

Outro fator que costuma contribuir para a obesidade infantil é a falta de aleitamento materno. A pediatra também aconselha evitar alimentos com excesso de açúcar e gordura logo no primeiro ano de vida da criança. "Esses estímulos dados para o bebê ajudam a modificar preferências futuras", afirma.

As curvas de peso também devem ser monitoradas, pois elas podem contribuir para identificar se a criança pode se tornar obesa. "A tendência é de que depois de um ano ocorra uma desaceleração de ganho de peso, caso a criança permaneça engordando ela tem mais risco de se tornar um adolescente obeso", destaca.

Para evitar esse tipo de situação, as atividades físicas são recomendadas em todas as faixas etárias, portanto o ideal é tirar a criança da frente dos aparelhos eletrônicos. "Os padrões mudaram, pois hoje as crianças são mais sedentárias e pelo menos 90% das menores de dois anos ficam muito tempo na frente do computador e da televisão", revela.

A pediatra indica reduzir o tempo de uso desses aparelhos para, no máximo, duas horas por dia. "Assim a criança evita mudar alguns padrões do tempo de sono, por exemplo, pois dormir pouco ajuda a desenvolver obesidade", completa.

A médica aponta ainda que é necessário intervenções de responsabilidade do setor público, privado e da sociedade para evitar que em 2020 existam 60 milhões de crianças obesas. "É necessário políticas de saúde pública, agrícolas, facilitação do transporte de produtos saudáveis e a promoção de atividades físicas", destaca.

Gazal afima ainda que a propaganda também tem um papel fundamental para evitar a obesidade. "O público infantil é vulnerável e é muito exposto a propagandas televisivas. 71,6% das peças publicitárias para crianças são de alimentos de fast food, doces e refrigerantes", alerta.

A pediatra ressaltou os esforços da Anvisa para regulamentar a propaganda direcionada para esse público. "73 países regulamentam e a Anvisa tenta desde 2010 fazer um controle e colocar alertas em alimentos com excesso de açúcar e gordura, mas é pressionada pela indústria de alimentos", finaliza.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Itens que não podem faltar na sua festinha! (parte 1)

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Agora que já vimos como estão as festas de forma geral (se você não viu, clica aqui), vamos ver com mais detalhes os itens que não podem faltar nas comemorações!

Canudinhos de papel
Sim, de papel! Não, eles não estragam rs. E as estampas lindas? Tem listrado, tem chevron, de coração, de bolinhas, de estrelinhas <3








Garrafinhas de vidro
Aproveitando o embalo das fotos dos canudinhos de papel temos as garrafinhas de vidro! Elas podem ser usadas com refrigerantes, limonada, sucos em geral e até mesmo com leite!






Talheres de madeira
Uma lindeza que só vendo! Além dos lisos, também tem os estampados. Muito amor!








Wrappers para cupcake
Cupcakes já são lindos por si só, mas com wrappers eles ganham um charme todo especial.







Bandeirolas
Se tiver luzinhas - aquelas de natal mesmo - melhor ainda! Podemos substituir as bandeirolas por fitas ou tiras de papel.







Onde encontrar?
Toda a parte de papelaria tem na bemtevi Ateliê de Papel
https://www.facebook.com/bemteviAtelieDePapel || http://bemteviatelie.com/

Os artigos para festa, como canudos, talheres, wrappers, etc podem ser encontrados na Tom&Sophie
http://www.tomesophiefestas.com.br/


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

3ª Entrevista Blog A mãe do Léo - Eliana Galli

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Com atraso, peço desculpas porque estou meio ausente por esses dias e por conta disso acabei me atrasando na postagem da entrevista da lindona Eliana Galli e do pequeno delicioso Miguel.




Mas desculpas aceitas né?! rs

Vamos falar da entrevista da mamãe recém nascida e do bebê Miguel de 6 meses recém chegados.


O bate-papo foi super gostoso e proveitoso, enquanto eu apertava e enchia de carinhos o Miguelzinho, e Fabiola Medeiros clicava.




Vamos conhecer um pouquinho mais de nossa leitora Eliana Galli.




Eliana se descobriu como mãe, mamífera aos 36 anos, em um relacionamento de 16 anos, e casada há 6 anos, tem 3 enteados vindos do primeiro casamento de seu marido, que por sinal mantém ótimo relacionamento com eles, anteriormente trabalhava, mas decidiu ficar em casa para maiores cuidados com seu bebê.







' Acho que me distrai com os filhos dele que na época eram bem pequenos e adiei minha maternagem.
Aos 36 anos meu relógio biológico gritou. Conversamos muito e decidimos ter um bebê.
Tive uma gravidez muito bem assistida e apesar das preocupações por ser uma "primigesta idosa" foi super tranquilo, saudável e sem preocupações.

Me sinto vencedora, pois sempre quis me informar muito antes das decisões e em todos os lados (revistas, sites, até amigas) eu só ouvia dos riscos que poderia ter em ter um bebê nessa idade (eu com 36 e o marido com 51), apesar de todos os blá blá blás, me mantive calma e confiante', conta Eliana.

Eliana conta com sorriso e orgulho á mostra que manteve o aleitamento exclusivo até os 6 meses do Miguel chegarem, e agora faz a introdução gradual dos alimentos. Miguel mostra ótima saúde e esperteza, parabéns pra mamãe Eliana que pretende manter a amamentação prolongada por 2 anos ou mais.


Foi um prazer receber vocês em nosso 'divã', te esperamos para trocarmos muitas fraldas e experiências! ;)



Beijos nossos e continuem a nos acompanhar!














quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Empreendedorismo Materno - Juliana G. Ricci

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A partir de hoje, iniciaremos no blog uma série de empreendedorismo materno, mães que deixaram o mercado de trabalho para cuidar dos filhos, e em algum momento decidiram abrir seu próprio negócio trazendo renda para casa e sustento de sua família, mulheres com força de vontade, com coragem!

Vamos compartilhar idéias, e mostrar que podemos ser mãe, esposa e empreendedora todos os dias com eficiência, afinal, empreendedorismo é o : Indivíduo que apresenta determinadas habilidades e competência para criar, abrir e gerir um negócio, gerando resultados positivos. Características comuns de um empreendedor: Capacidade de liderança, criativo, Responsável, Paixão na área em que atua, Visão de futuro, Persistência, Coragem para assumir riscos, Não desiste ao encontrar qualquer obstáculo, facilidade de expressão, entre outras.


Eu a algum tempo não muito distante, ainda em casa comecei a fazer doces, e saia para vender duas vezes na semana, consegui levantar renda suficiente para ajudar a custear contas da casa, parei por ter sido empregada em outra empresa viável no momento para mim. Também vendia bijuterias que uma amiga também empreendedora fabricava, me repassava e eu distribuía  e nessas vendas e vivências conheci muita gente legal, outras nem tanto, algumas que passei a ter contato quase que diário, a Jú foi uma cliente que virou amiga!!!


Hoje vamos acompanhar como nasceu a mãe empreendedora Juliana Ricci, 35 anos, esposa e mãe da Julia de 2 anos, proprietária da Ju Ricci Baby Imports.




Olá, estou aqui para contar a outras mães como foi que surgiu a ideia de trabalhar em casa e conciliar maternidade\trabalho e inspirar aquelas que assim como eu é uma pessoa pró ativa e que necessita complementar a renda familiar.
Após a maternidade me vi abrindo mão de muitas coisas que antes eu me negaria, um emprego com carteira assinada, uma independência financeira para poder fazer unhas, cabelo semanalmente no meu salão preferido, comprar bolsas, roupas e sapatos sempre que gostaria para poder estar presente na primeira infância de nossa filha Júlia. Não tenho com quem deixa-la em casa, para sair para trabalhar e não aceitava a ideia de coloca-la na escolinha e correr o risco não ver seu primeiro sorriso, balbuciar, engatinhar, dar os primeiros passos, a primeira palavra enfim todas as descobertas que rapidamente ela faria. Então resolvi que não iria trabalhar nesse inicio de vida de nossa filha e dedicaria meus dias exclusivamente a ela. Porém nem sempre o mundo é um conto de fadas e as contas começam a vencer, aumentam mês a mês de acordo com as necessidades da família inclusive da criança e a necessidade de contribuir com a renda familiar se fazia constante.  
Sempre fui uma pessoa empreendedora, trabalhei no banco do povo de minha cidade e conhecia a fundo o mundo do pequeno empreendedor, ministrava cursos sobre empreendedorismo para o SEBRAE aos nossos clientes e comecei a perceber que nesse momento eu teria que aplicar o que já havia ensinado a muitos empreendedores em minha vida. Pesquisei o que seria viável e o que teria que haver o mínimo de investimento possível afinal tinha apenas uma pequena reserva financeira para poder iniciar o meu negocio e ao mesmo tempo algo que fizesse o meu coração vibrar, confesso que fiquei com muita duvida entre trabalhar com decoração de festas e vendas de roupas importadas de EUA  pois são dois mundos que me fascinam muito, porém para trabalhar com festas eu teria que ter uma equipe e também teria que me ausentar principalmente nos finais de semana de casa e ficar longe de minha família além do investimento inicial ser muito maior que o de roupas por encomendas.
Na minha ânsia de começar a vender logo pedi para meu cunhado fazer uma compra para mim em uma de suas viagens a passeio para lá e ele trouxe uma pequena mala que foi como comecei a vender, só que ele foi a passeio e eu precisava de um fornecedor constante, então me aventurei a fazer busca no Orkut, facebook e lá conheci várias pessoas que vendiam roupas importadas porém ninguém me contava como, nem onde.  Mas eu insisti, fiz negócios com a pessoa errada, levei um prejuízo com o capital inicial que eu tinha em mãos, passei por fornecedores que cobram absurdamente caro para despachar a mercadoria, fui atrás do correios para ver se compensaria importar através do importa fácil e vi que o pagamento dos impostos torna a mercadoria mais cara ainda até encontrar o fornecedor certo foi um longo caminho.  Após perder o capital inicial que tinha investido tive que novamente reinventar a forma de trabalho e foi assim que comecei a trabalhar com as encomendas, assim  só investiria naquilo que teria retorno rápido e conseguiria me manter no mercado, muitas pessoas acham que é muito fácil que  compramos roupas a preço de banana e vendemos com uma margem de lucro perfeita, mas não é bem assim, pagamos frete internacional, comissão para fornecedores e na maioria das vezes taxa de tributação da receita federal, mas como todo negócios são as pedras do caminho. Passo noites e noites em claro fazendo pesquisas, correndo atrás de novidades para atrair clientela , fazendo compras nos sites internacionais, mantendo contato com outras vendedoras para aprimorar o meu trabalho e ir reaprendendo um monte de coisas.  Nessa minha jornada conheci pessoas especiais, fiz amigas , clientes e de clientes grandes amigas de longe e de bem pertinho que me ajudam muito e compartilhamos experiências , outras nem tanto (mas essas não merecem sequer ser citadas) , A clientela  que estou aos poucos  formando é bem seleta  porque eu não pretendo ter uma carteira de cliente numerosa e variada, com pessoas de toda parte do país, não no momento,  afinal nem tenho condições de atender uma grande quantidade de pedidos então estou em busca de uma clientela próxima, amigos, parentes, conhecidos e amigos de conhecidos pessoas preferencialmente de Ribeirão Preto, São Sebastiao do Paraiso ( minha cidades natal) e região. Pretendo trabalhar com uma carteira de clientes reais, poder futuramente atender em suas residências com horário marcado na melhor hora para atendê-las e através da internet continuar fazendo os bazares mensais. Além de já ter como projeto a participação de um bazar real que estamos organizando para o final do ano.  


  • E como faço para conseguir conciliar minha vida de mãe, dona de casa com a de empreendedora??? Priorizo minha filha a maior parte do tempo, e é em sua companhia que faço as tarefas domesticas, brincando de casinha com nossa Jujú, almoço no horário para marido e ela a comidinha de suas bonecas, e a única coisa que terceirizo é passar a roupa o resto consigo manter em perfeita harmonia, o tempo que ela dorme corro aqui para ler e-mails, responder in box, montar álbuns com novidades e atender as clientes. Se é fácil?? Não, não é porem para mim é bem melhor do que passar de 8 a 10 horas longe da minha pequena. Após o horário de trabalho do marido, ele me dá uma mega ajuda ficando com nossa filha enquanto eu atendo as clientes em casa ou até mesmo pela internet. Nos finais de semana eu priorizo estar com a família, até atendo clientes que precisam de algum presente, mas minha prioridade é estar junto ao maridão e a minha pequena. E assim lentamente, superando os desafios de iniciar um pequeno negocio estamos caminhando, ainda não posso dizer que financeiramente é o melhor negocio do mundo, mas tenho fé que com perseverança venceremos.  Temos muitos objetivos pela frente, metas a serem cumpridas, etapas a serem vencidas e tenho fé em Deus que nossos planos serão cumpridos.



E assim nasceu a Ju Ricci Baby Store, e para você que também tem vontade de iniciar um próprio negócio fica a dica de que vale muito a pena acreditar na nossa capacidade e refletir muito sobre o que gosta de fazer, artesanato, culinária, vendas, assessoria, estética ou cabelo enfim existe um mercado infinito e promissor em todos os setores e unindo oportunidade, comprometimento e muita dedicação todas nós chegaremos lá e conseguiremos maternar conscientemente nossas crias.





Bom, acho ótima essa troca, essa força de vontade! Jú, muito obrigada por dividir com a gente todo seu aprendizado!!!


E se você também gostaria de dividir a sua história com outras mães, entre em contato com denisepimentalopes@gmail.com ;)



Bjs nossos e até logo!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

2ª Entrevista do Blog A mãe do Léo - Thaiane Guerra Caetano

2 comentários
É com enorme prazer e honra que recebemos ela no blog, que esteve tão disponível para nos contar TUDO sobre SLING.

Thaiane é enfermeira formada na  Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - EERP USP, doula, consultora em amamentação, proprietária da Mamãe Sunny, casada, e mãe do Nicolas com 2 anos e 3 meses.
É um poço de sabedoria, eu agradeço todos os dias por ter a conhecido e por poder contar com sua troca de experiências, com ela eu aprendi e aprendo todos os dias!

O bate-papo rolou enquanto Thaiane preparava vídeos tutoriais de amarrações de sling, com participação do RN mais delícia do momento, o Raul, filhote recém parido em seu domicilio, da Marina Bagnara.
Foi uma tarde deliciosa, e em alguns minutos poder ter essa sabedoria toda por perto é maravilhoso.

         
E hoje vamos falar do SLING, você conhece? Usa? Sabe de seus benefícios? Conheça aqui.

  • O que é sling?

Sling é um carregador de bebês não estruturado, ou seja, para ser considerado sling ele precisa ser confeccionado em tecido sem partes duras. Há diversos modelos, confeccionados em tecidos diferentes, e utilizados de maneiras diferentes, porém precisam respeitar a fisiologia do bebê e do cuidador.
  • Qual a diferença entre o sling e o canguru?

Sling como eu disse é um carregador não estruturado, o canguru é um carregador estruturado. A grosso modo posso dizer que o sling se amolda ao bebê, e no canguru ocorre o oposto, o bebê se amolda ao carregador que é rígido e estruturado. 
Na maioria dos cangurus as pernas ficam penduradas, o que faz com o que o peso do bebê se concentre nas virilhas, e a coluna também não fica em posição fisiológica. Já no sling o bebê fica em posição de sapinho, ou seja ele fica acocorado, sustentado pelo tecido, não exercendo pressão em regiões de articulação, e acoluna fica em posição semelhante a posição fetal, e o pescoço é sustentado pelo tecido.
  • Então o sling é a melhor escolha?

Sim, por ser ergonômico.
  • Quais os modelos de sling mais comuns?

No Brasil encontramos com mais facilidade o pouch, o sling de argola, o wrap sling.
O Sling de argola é confeccionado em tecido com aproximadamente 2 metros e é ajustado por meio de duas argolas. É um sling bem pratico de ser utilizado. Demanda um pouco de habilidade e se não for usado corretamente pode ocasionar dores no ombro. E atenção as argolas precisam ser próprias para o uso com carregadores. 

O Wrap Slingfoi elegido como o meu preferido. É confeccionado em aproximadamente 5 metros de malha, sem emendas. É muito confortável, distribui o peso, sendo que eu consigo carregar meu filho de 15kg tranquilamente, oferece maior sensação de segurança e conforto. E oferece uma quantidade muito grande de estilos de amarrações. Demanda um pouco de habilidade pelo seu tamanho.



Pouch Sling 
Como o próprio nome diz, ele é como uma bolsa. Preferecialmente confeccionado em tecido 100% algodão. É um sling bem simples e pratico para ser usado. Tem que ser confeccionado sob medida, e o peso do bebê é direcionado em um dos ombros.

  • Quais cuidados devo tomar antes de comprar um sling?
Os cuidados vão depender do modelo do sling. Primeiramente é muito importante conhecer o fabricante, conversar com pessoas que já compraram. O tecido deve ser adequado a cada modelo de sling, assim como o tamanho do tecido. Um tecido de má qualidade e/ou inadequado para aquele modelo pode trazer diversos problemas como risco de queda, desconforto, e sobrecarga de estruturas tanto do cuidador como do bebê. O fabricante deve entender do assunto, é preciso estudar muito, zelar pela qualidade de seus produtos, saber ensinar, saber identificar necessidades de ajustes, saber identificar bebês e cuidadores com necessidades especiais, entender de ergonomia e fisiologia, estar disponivel para ajudar sempre que necessário, conhecer várias técnicas de amarrações e como utiliza-las de maneira correta, assim como saber quais posições são inadequadas. Vejo diariamente muitos slings de má qualidade, já cheguei a pegar um em que a argola quebrou em minha mão. E vejo também muitas pessoas ensinando a utilizar de formas incorretas. O sling é um carregador de bebês seguro, mas é preciso utilizar de forma adequada e para isso o contato de um bom fabricante faz a diferença.



  • Por que  usar sling?

Carregar bebês em carregadores pode parecer algo novo em nossa sociedade, mas é uma prática milenar. E temos diversos tipos de carregadores, que variam conforme a cultura local.
Já é conhecido cientificamente os benefícios do colo. Carregar o bebê no colo por longos períodos de tempo trazem sensação de segurança, facilita a amamentação, reduz ou anula períodos de cólica, os bebês praticamente não choram, melhoram o sono, e acima de tudo melhora a comunicação e o vínculo entre o cuidador e o bebê. Um bebê carregado no colo não precisa chorar para ser atendido, o cuidador compreende e interpreta com mais rapidez seus sinais, não havendo necessidade de choro, o que leva segurança ao bebê.
No mundo ocidental os bebês são apresentados ao mundo na altura dos joelhos dos adultos, ao serem acomodados em carrinhos, bebês confortos, cadeirinhas e etc, isso prejudica a comunicação com o cuidador e com o ambiente. No colo o mundo é apresentado da altura dos olhos do cuidador. Se um pássaro canta, o bebê ouve o barulho e percebe que a mãe direciona seu olhar ao pássaro responsavel pelo canto. O bebê experimenta as reações da mãe e como ela se relaciona com o ambiente. E caso esteja em ambiente com muitos estimulos a mãe pode traze-lo ao peito e impedir esses estimulos.
O sling acomoda o bebê como se fosse um útero, tanto que muitos o chamam de barriga de transição. O bebê fica em contato com a respiração, os batimentos cardíacos, o cheiro, o calor, e isso transmite segurança e alegria, o que favorece seu desenvolvimento. Em culturas onde as mães carregam seus filhos o tempo todo no colo, a cólica é uma ocorrência nula ou rara. 
E com a nossa rotina tão corrida, o cuidador pode realizar outras atividades, ficando com as mãos livres,  enquanto o bebê dorme calmamente sendo embalado pelos movimentos de quem o carrega.

  • Muitas pessoas acham que o colo vicia, carregar o bebê no sling não vai deixa-lo dependente?

Não, muito pelo contrário. Os bebês não querem colo, eles precisam de colo para crescerem e se desenvolverem adequadamente. Inclusive já foi constatado cientificamente que as crianças que tem suas necessidades de carinho, colo e afeto, que tem bem suprida a sua fase de dependência são crianças mais independentes no futuro. Não podemos exigir que um recém nascido saia andando por aí, porque ele simplesmente não tem condições de fazer isso, então também não podemos exigir independência de um bebê que ainda não tem condições neurológicas para tal. A minha dica aos pais é para curtirem muito, beijarem muito, terem intimidade com os filhos, acalentarem no colo, no seio em livre demanda, amor não causa problemas emocionais. Humilhação, violência, desapego, solidão, etc,  causam estragos emocionais em qualquer pessoa.

  • Como nasceu a Mamãe Sunny?

Bom, a Sunny era minha cachorrinha, uma irmã pra mim, que viveu com minha família durante 18 anos. Uma grande mãe, que me ensinou muito a ver a maternidade por uma ótica natural e instintiva.
                                            
Eu engravidei, e o sling foi a minha primeira compra, pois eu sabia que ela era muito além de um pedaço de tecido. E comecei a usar desde o nascimento e fiquei muito encantada com tudo o que ele me oferecia, Nico praticamente não chorava, não sei o que é cólica, eu pude confirmar isso, e o mais extraordinário a nossa comunicação era muito rápida, eu sabia exatamente o que ele queria sem necessitar chorar. E me auxiliou  e muito com a amamentação. Vendo todos esses benefícios eu comecei a fazer alguns slings simples para algumas amigas e essa rede foi se ampliando e daí nasceu a Mamãe Sunny. Procuro sempre me atualizar, estou constantemente estudando sobre a arte de carregar bebês. É ideal que a pessoa compre seus slings com pessoas que entendem da fisiologia do bebê, e que saibam ensinar adequadamente o seu uso, e singularize cada caso.
                                        
É uma alegria imensa acompanhar tantas famílias, e tantas mães em todo o Brasil nesses 15 meses de existência, e saber que eu pude ajudar mesmo que minimamente a trazer um pouco mais de intimidade, amor e afeto a tantas famílias. E também posso conhecer tantas pessoas maravilhosas que contribuem a cada dia para meu crescimento pessoal e me trazem muita alegria.

                                     

Obrigada Thai!!!

Bjs nossos, até mais!